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		<title>Educomunicação em Angico</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:36:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[Educomunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Educomunicação em Angico: membros da Rede Social criam folheto sobre a iniciativa em oficinas de comunicação
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Membros da Rede Social criam folheto sobre a iniciativa em oficinas de comunicação</em></p>
<p><em> </em>Nos dias 16 e 17 de abril, os membros da Rede Social de Angico, Peixe e Região participaram de oficinas de comunicação realizadas pelo Instituto Lina Galvani. Este projeto teve como principal objetivo oferecer ferramentas para que estas pessoas pudessem comunicar a iniciativa de forma genuína e autêntica, em especial do evento de divulgação da rede, que acontecerá no próximo dia 27 de maio.</p>
<p>Nos dois encontros, que tiveram uma média de 25 participantes, foram abordados conceitos de comunicação, além de serem levantados e discutidos os principais pontos de inspiração da rede e o que se quer compartilhar. As atividades se encerraram com a ideia e o briefing de um folheto informativo, que será distribuído no dia do evento.</p>
<p>“O ILG acredita que a comunicação de uma iniciativa se torna mais rica e inspiradora a partir do momento que nasce de quem faz parte dela. Por isso desenvolvemos estas oficinas, para que os membros da rede aprendessem a colocar a inspiração no papel motivando mais pessoas a fazer parte disso.“, explicou Rodolfo Galvani Neto, diretor de comunicação do ILG.</p>
<div id="attachment_901" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC01088-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-901" title="DSC01088 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC01088-Small-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Participantes da oficina - abr/2012</p></div>
<div id="attachment_906" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC00858-Small2.jpg"><img class="size-medium wp-image-906" title="DSC00858 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC00858-Small2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Membros da rede durante atividade da oficina - abr/2012</p></div>
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		<title>PFG recebe novo morador</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conservação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[criadouro conservacionista]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Eduardo Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Fioravante Galvani]]></category>

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		<description><![CDATA[PFG recebe novo morador: Conheça o cervo-do-pantanal Rubinho, que acaba de integrar o Criadouro do Parque 
 <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=893">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_894" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/cervo-3-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-894" title="cervo 3 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/cervo-3-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Rubinho no PFG - mai/2012</p></div>
<p>No último sábado, dia 12 de maio, após 30 horas de viagem, chega ao Parque Fioravante Galvani, o seu mais novo morador: Rubinho, um exemplar da espécie Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), que deverá compor o plantel do PFG junto às fêmeas Radija e Estrela.</p>
<p>O animal é originário do Criadouro Onça Pintada, de Curitiba (PR). Para que o transporte acontecesse, primeiramente, foi necessário identificar se ele poderia geneticamente reproduzir com as fêmeas já existentes no Parque. Com essa confirmação, foi solicitada a licença de transporte junto ao IBAMA. </p>
<p>Antes de ser encaminhado ao seu recinto, o novo morador passará por uma quarentena, onde fará alguns exames e ficará em observação. Também é um período de adaptações e de aproximação com as fêmeas.</p>
<p>Vale lembrar, que a fêmea Estrela é filha de Radija e foi o primeiro animal a nascer no Parque. Com a chegada de Rubinho, a expectativa é dar continuidade à reprodução da espécie. “Esperamos que o animal se adapte bem ao novo recinto e as novas parceiras e que, logo, tenhamos mais filhotinhos de cervo, um animal ameaçado de extinção”, complementa Lourdes Marina Pessoa, médica veterinária e responsável técnica do Criadouro do PFG.</p>
<p>A espécie cervo-do-pantanal do PFG é mantida com o apoio da empresa Brasitrans desde 2007, por meio da campanha Adote uma Espécie. Esta parceria acaba de ser renovada!<br />
<a href="http://www.linagalvani.org.br/parceiros.htm" target="_blank">Saiba mais sobre a campanha e conheça nossos outros parceiros!</a></p>
<div id="attachment_895" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/cervo-2-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-895" title="cervo 2 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/cervo-2-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Rubinho - mai/2012</p></div>
<p><strong>Curiosidades da espécie</strong><br />
O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul.<br />
Apenas o macho possui galhada que, a cada ano, cai e cresce maior e mais cheia de detalhes. Este processo se repete até o envelhecimento, quando as galhadas começam a regredir em tamanho e qualidade. As galhadas servem para demarcação e disputa territorial e pelas fêmeas.</p>
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		<title>Entrevista – Prefeito de Campo Alegre de Lourdes</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[Empoderamento Comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[AMPARE]]></category>
		<category><![CDATA[Angico dos Dias]]></category>
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		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista: Prefeito de Campo Alegre de Lourdes
Sobre a formação de associações de moradores e redes sociais como forças motrizes para o desenvolvimento
 <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=888">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alessandro Dias Rodrigues é o atual Prefeito do município de Campo Alegre de Lourdes (BA), pertencente ao polígono da seca, onde está localizado o povoado de Angico dos Dias. Nesta entrevista, ele fala sobre iniciativas de fortalecimento da sociedade civil, como a formação de associações de moradores e de redes sociais, e a união de esforços entre os setores como forças motrizes para o desenvolvimento.</p>
<div id="attachment_889" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Prefeito-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-889" title="Prefeito (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Prefeito-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Prefeito durante a inauguração do calçamento em Angico - abr/2012</p></div>
<p><strong>Como você enxerga o trabalho conjunto entre Prefeitura, empresas, organizações do 3º setor e comunidade?<br />
</strong>As associações e as cooperativas são fundamentais para promover o desenvolvimento no mundo moderno. E aqui em Angico, a Prefeitura tem tentado, através dessa convergência entre a AMPARE, que representa o povoado, a empresa Galvani e o poder executivo, traçar táticas e tecer técnicas em harmonia para que a gente possa melhorar a vida do povo de Angico dos Dias. Existem vários projetos a serem feitos e eu não tenho a menor dúvida, que partindo do princípio de que as pessoas têm que ter essa visão de se associar para o bem, o resultado será a melhoria da qualidade de vida de todos dessa região.</p>
<p><strong>Como a Prefeitura pode contribuir para a viabilização dos projetos propostos pela comunidade por meio da Rede Social?<br />
</strong>A Prefeitura partilha desse tipo de gestão, que envolve o terceiro setor. É importante porque desperta no cidadão a sua potencialidade, e ele passa a não ficar só esperando que o poder executivo, que a empresa vá resolver os seus problemas, desenvolve aquela concepção que com disposição, dialogando, conversando, não só ele pode interferir junto ao poder executivo e empresas, mas desenvolver processos legítimos que podem beneficiar a todos aqui da região.</p>
<p><strong>Você acredita que movimentos como o da Rede Social e da Associação de Moradores de Angico possa inspirar outras comunidades de Campo Alegre e região? De que forma?</strong><br />
A AMPARE e a Rede Social têm sido um exemplo pra todo mundo aqui de Campo Alegre de Lourdes. Eu espero que outras regiões, já observando os frutos disso, possam, até fazer contato e vê-los como exemplo, para que isso possa ser disseminado a todos os povoados do município. Vemos isso com bons olhos, achamos necessário, a política moderna impõe isso e ficamos felizes por essa iniciativa vanguardista estar sendo iniciada aqui, no Angico dos Dias.</p>
<div id="attachment_890" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC01040-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-890" title="DSC01040 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/DSC01040-Small-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Reunião entre Prefeito, diretoria da Galvani e membros da Rede Social - abr/2012</p></div>
<p><strong>Conquistas </strong><br />
Desde 2009, início dos trabalhos do ILG no povoado de Angico dos Dias, alguns frutos já foram colhidos pela comunidade. São eles:<br />
- Criação da Associação de Moradores de Peixe, Angico e Região (AMPARE);<br />
- Instalação de nova caixa d’água;<br />
- Calçamento da principal via do povoado;<br />
- Doação de trator através da CAR (Companhia de Desenvolvimento Ação Regional);<br />
- Aprovação junto à CAR de projeto de instalação de 53 cisternas para captação de água de chuva;<br />
- Capacitação de 25 moradores para o trabalho em rede, resultando na formação da Rede Social de Angico, Peixe e Região.</p>
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		<title>Educação e Desenvolvimento Local</title>
		<link>http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=882</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Comunitário]]></category>
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		<category><![CDATA[capacitação]]></category>
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		<description><![CDATA[por Ladislau Dowbor Uma nova visão está entrando rapidamente no universo da educação, de que os alunos, além do currículo tradicional, devem conhecer e compreender a realidade onde vivem e onde serão chamados a participar como cidadãos e como profissionais. &#8230; <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=882">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">por Ladislau Dowbor</p>
<p><em>Uma nova visão está entrando rapidamente no universo da educação, de que os alunos, além do currículo tradicional, devem conhecer e compreender a realidade onde vivem e onde serão chamados a participar como cidadãos e como profissionais. O desenvolvimento moderno necessita cada vez mais de pessoas informadas sobre a realidade onde vivem e trabalham. Não basta ter estudado quem foi D. João VI, se não conhecemos a origem ou as tradições culturais que constituiram a nossa cidade, os seus potenciais econômicos, os desafios ambientais, o acerto ou irracionalidade da sua organização territorial, os seus desequilíbrios sociais. Pessoas desinformadas não participam, e sem participação não há desenvolvimento. O envolvimento mais construtivo do cidadão se dá no nível da sua própria cidade e dos seus entornos, na região onde cresceu, ao articular-se com pessoas que conhece diretamente e instituições concretas que fazem parte do seu cotidiano. Trata-se de fechar a imensa brecha entre o conhecimento formal curricular e o mundo onde cada pessoa se desenvolve. Numerosas experiências deste tipo estão se multiplicando no Brasil, e o presente capítulo visa facilitar a compreensão do processo.</em></p>
<div id="attachment_884" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/desenho-laura-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-884" title="desenho laura (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/desenho-laura-Small-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho feito por Laurineide de Sousa, membro da rede social de Angico, em atividade de Educomunicação - abr/2012</p></div>
<p>A região de São Joaquim, no sul do Estado de Santa Catarina, era uma região pobre, de pequenos produtores sem perspectiva, e com os indicadores de desenvolvimento humano mais baixo do Estado. Como outras regiões do país, São Joaquim, e os municípios vizinhos, esperavam que o desenvolvimento “chegasse” de fora, sob forma do investimento de uma grande empresa, ou de um projeto do governo. Há poucos anos, vários residentes da região decidiram que não iriam mais esperar, e optaram por uma outra visão de solução dos seus problemas: enfrentá-los eles mesmos. Identificaram características diferenciadas do clima local, constataram que era excepcionalmente favorável à fruticultura. Organizaram-se, e com os meios de que dispunham fizeram parcerias com instituições de pesquisa, formaram cooperativas, abriram canais conjuntos de comercialização para não depender de atravessadores, e hoje constituem uma das regiões que mais rapidamente se desenvolve no país. E não estão dependendo de uma grande corporação que de um dia para outro pode mudara de região: dependem de si mesmos.</p>
<p>Esta visão de que podemos ser donos da nossa própria transformação econômica e social, de que o desenvolvimento não se espera mas se faz, constitui uma das mudanças mais profundas que está ocorrendo no país. Tira-nos da atitude de espectadores críticos de um governo sempre insuficiente, ou do pessimismo passivo. Devolve ao cidadão a compreensão de que pode tomar o seu destino em suas mãos, conquanto haja uma dinâmica social local que facilite o processo, gerando sinergia entre diversos esforços.</p>
<p> A idéia da educação para o desenvolvimento local está diretamente vinculada a esta compreensão, e à necessidade de se formar pessoas que amanhã possam participar de forma ativa das iniciativas capazes de transformar o seu entorno, de gerar dinâmicas construtivas. Hoje, quando se tenta promover iniciativas deste tipo, constata-se que não só os jovens, mas inclusive os adultos desconhecem desde a origem do nome da sua própria rua até os potenciais do subsolo da região onde se criaram. Para termos cidadania ativa, temos de ter uma cidadania informada, e isto começa cedo. A educação não deve servir apenas como trampolim para uma pessoa escapar da sua região: deve dar-lhe os conhecimentos necessários para ajudar a transformá-la.</p>
<p>Numa região da Itália, visitamos uma cidade onde o chão da praça central era um gigantesco baixo-relevo da própria cidade e regiões vizinhas, permitindo às pessoas vizualizar os prédios, as grandes vias de comunicação, o desenho da bacia hidrográfica e assim por diante. Entre outros usos, a praça é utilizada pelos professores para discutir com os alunos a distribuição territorial das principais áreas econômicas, mostrar-lhes como a poluição num ponto se espalha para o conjunto da cidade e assim por diante. Há cidades que elaborarm um atlas local para que as crianças possam entender o seu espaço, outras estão dinamizando a produção de indicadores para que os problemas locais se tornem mais compreensíveis, e mais fáceis de serem incorporados no curriculo escolar. Os meios são numerosos e variados, e os detalharemos no presente texto, mas o essencial é esta atitude de considerar que as crianças podem e devem se apropriar, através de conhecimento organizado, do território onde são chamadas a viver, e que a educação tem um papel central a desempenhar neste plano.</p>
<p>Há uma dimensão pedagógica importante neste enfoque. Ao estudarem de forma científica e organizada a realidade que conhecem por vivência mas de forma fragmentada, as crianças tendem a assimilar melhor os próprios conceitos científicos, pois é a realidade delas que passa a adquirir sentido. Ao estudar, por exemplo, as dinâmicas migratórias que constituiram a própria cidade onde vivem, as crianças tendem a encontrar cada uma a sua origem, segmentos de sua identidade, e passam a ver a ciência como instrumento de compreensão da sua própria vida, da vida da sua família. A ciência passa a ser apropriada, e não mais apenas uma obrigação escolar.</p>
<p><strong><em>Globalização e desenvolvimento local </em></strong> </p>
<p>Quando lemos a imprensa, ou até revistas técnicas, parece-nos que tudo está globalizado, só se fala em globalização, no cassino financeiros mundial, nas corporações transnacionais. A globalização é um fato indiscutível, diretamente ligado a transformações tecnológicas da atualidade e à concentração mundial do poder econômico. Nas nem tudo foi globalizado. Quando olhamos dinâmicas simples, mas essenciais para a nossa vida, encontramos o espaço local. Assim, a qualidade de vida no nosso bairro é um problema local, envolvendo o asfaltamento, o sistema de drenagem, as infraestruturas do bairro.</p>
<p>Este raciocínio pode ser extendido a inúmeras iniciativas, como a de São Joaquim citada acima, mas também a soluções práticas como por exemplo a decisão de Belo Horizonte de tirar os contratos da merenda escolar da mão de grandes intermediários, contratando grupos locais de agricultura familiar para abastecer as escolas, o que dinamizou o emprego e o fluxo econômico da cidade, além de melhorar sensivelmente a qualidade da comida – foram incluídas cláusulas sobre agrotóxicos – e de promover a construção da capital social. Dependem essencialmente da iniciativa local a qualidade da água, da saúde, do transporte coletivo, bem como a riqueza ou pobreza da vida cultural. Enfim, grande parte do que constitui o que hoje chamamos de qualidade de vida não depende muito – ainda que possa sofrer os seus impactos – da globalização, depende da iniciativa local.</p>
<p>A importância crescente do desenvolvimento local encontra-se hoje em inúmeros estudos, do Banco Mundial, das Nações Unidas, de pesquisadores universitários. Iniciativas como a que mencionamos acima, vêm sendo estudadas regularmente. O Programa Gestão Pública e Cidadania, por exemplo, desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, tem cerca de 7.500 experiências deste tipo cadastradas e estudadas. O Cepam, que estuda a administração local no Estado de São Paulo, acompanha centenas de experiências. O Instituto de Administração Municipal (IBAM) do Rio de Janeiro acompanha experiências no Brasil inteiro, como é o caso de Instituto Pólis, da Fundação Banco do Brasil que promoveu a Rede de Tecnologias Sociais e assim por diante.</p>
<p>É interessante constatar que quanto mais se desenvolve a globalização, mas as pessoas estão resgatando o espaço local, e buscando melhorar as condições de vida no seu entorno imediato. Naisbitt, um pesquisador americano, chegou a chamar este processo de duas vias, de globalização e de localização, de “paradoxo global”. Na realidade, a nossa cidadania se exerce em diversos níveis, mas é no plano local que a participação pode se expressar de forma mais concreta.</p>
<p>A grande diferença, para municipios que tomaram as rêdeas do próprio desenvolvimento, é que em vez de serem objetos passivos do processo de globalização, passaram a  direcionar a sua inserção segundo os seus interesses. Promover o desenvolvimento local não significa voltar as costas para os processos mais amplos, inclusive planetários: significa utilizar as diversas dimensões territoriais segundo os interesses da comunidade.</p>
<p>Há municípios turísticos, por exemplo, onde um gigante do turismo industrial ocupa uma gigantesca área da orla marítima, joga a população ribeirinha para o interior, e obtém lucros a partir da beleza natural da região, na mesma proporção em que dela priva os seus habitantes. Outros municípios desenvolveram o turismo sustentável, e aproveitam a tendência crescente da busca de lugares mais sossegados, com pousadas simples mas em ambiente agradável, ajudando, e não desarticulando, as atividades pre-existentes como a pesca artesanal, que inclusive se torna um atrativo. Tanto o turismo de “resorts” como o turismo sustentável participam do processo de globalização, mas na segunda opção há um enriquecimento das comunidade, que continua a ser dona do seu desenvolvimento.</p>
<p>Com o peso crescente das iniciativas locais, é natural que da educação se espere não só conhecimentos gerais, mas a compreensão de como os conhecimentos gerais se materializam em posssibilidades de ação no plano local.</p>
<p>Artigo publicado no site <a href="http://dowbor.org/">http://dowbor.org/</a>. Continue sua leitura <a href="http://dowbor.org/06edulocalb.doc" target="_blank">aqui.</a></p>
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		<title>Campanha de aproximação ILG-Galvani acontece em São Paulo</title>
		<link>http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=874</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 17:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[Empoderamento Comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[rodas de conversa]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 12 de abril, os funcionários da Galvani de São Paulo participaram de um encontro de aproximação com o Instituto. Na ocasião, foram levantadas as principais preocupações das localidades onde residem (Campinas, São Paulo e cidades próximas), destacando-se a &#8230; <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=874">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 12 de abril, os funcionários da Galvani de São Paulo participaram de um encontro de aproximação com o Instituto.</p>
<p>Na ocasião, foram levantadas as principais preocupações das localidades onde residem (Campinas, São Paulo e cidades próximas), destacando-se a violência e a falta de segurança.</p>
<p>A campanha, que também já foi realizada em Paulínia e Angico dos Dias, tem como objetivo apresentar o trabalho do ILG e estreitar relações com este público, além de trazer uma reflexão sobre as possibilidades de atuação e a importância de cada pessoa, de forma individual ou coletiva, na transformação social.</p>
<p><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00844-Small.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-875" title="DSC00844 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00844-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00844-Small.jpg"></a><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00840-Small.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-876" title="DSC00840 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00840-Small-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
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		<title>Articulação da comunidade traz melhoria à Angico dos Dias</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 15:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 17, Angico dos Dias recebeu a visita do Prefeito do município e outras autoridades da região para entregarem a conclusão das obras de calçamento da principal via do povoado.</p>
<div id="attachment_865" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00881-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-865" title="DSC00881 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00881-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Autoridades e moradores na entrega do calçamento - abr/2012</p></div>
<p>A ideia deste trabalho surgiu em uma das Rodas de Conversa realizadas pelo Instituto Lina Galvani com a comunidade em 2009. A partir daí, os moradores de Angico, com o apoio do ILG e da AMPARE (Associação de Moradores de Peixe, Angico e Região) começaram a se articular para tornar o sonho possível. Como parceiros deste projeto, a comunidade contou com a Prefeitura de Campo Alegre de Lourdes e as empresas Galvani e Botinha Empreendimentos no fornecimento de materiais e mão de obra.</p>
<p>As obras contemplaram a pavimentação de dois quilômetros da via, com a colocação de paralelepípedos, além de um sistema de drenagem das águas pluviais, com a instalação de tubulações.</p>
<div id="attachment_866" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00889-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-866" title="DSC00889 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/DSC00889-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Via pavimentada após as obras - abr/2012</p></div>
<p>Com isso, a população espera resolver os problemas enfrentados com a lama, erosões e enchentes causadas pelas chuvas, e também amenizar a poeira nos tempos de seca.</p>
<p><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=854" target="_blank">Veja entrevista com D. Minininha, moradora de Angico e uma das beneficiadas com as obras.</a></p>
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		<title>Coletores de sementes nativas recebem treinamento no oeste da Bahia</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 15:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 40 pessoas de comunidades rurais de Luis Eduardo Magalhães se reuniram no dia 28 de março no Parque Fioravante Galvani para aprender sobre técnicas de beneficiamento e armazenamento de sementes nativas do Cerrado. O treinamento foi dado para os integrantes da Rede Coletora de Sementes, fomentada pela <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=568" target="_blank">Campanha LEM APP 100% Lega</a>l.</p>
<div id="attachment_861" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/curso-rede-coletores-de-sementes4.jpg"><img class="size-medium wp-image-861" title="curso rede coletores de sementes4" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/curso-rede-coletores-de-sementes4-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Membros da rede durante o curso - março/2012</p></div>
<p>O treinamento para os integrantes da Rede Coletora definiu regras para a entrada e saída de coletores e para os preços de sementes a serem pagos, que vão variar principalmente pelo tipo, disponibilidade no meio ambiente e pela demanda para o plantio das sementes. O grupo recebeu, durante o encontro, um material informativo para identificar, beneficiar e armazenar sementes de 56 espécies do Cerrado, principalmente as mais resistentes e fáceis de serem encontradas na natureza.</p>
<p>As sementes serão destinadas à restauração de Áreas de Preservação Permanente com plantio mecanizado, utilizando-se a técnica de muvuca, que consiste na mistura de sementes nativas e sementes agrícolas, plantadas por maquinário agrícola. A técnica reduz os custos da restauração, se comparados ao plantio manual de mudas, e demanda cerca de 300 mil sementes por hectare.  Poderão ter suas áreas restauradas os proprietários rurais que aderirem e se cadastrarem na Campanha LEM APP 100% Legal.</p>
<p>Segundo o coordenador de socioeconomia da Conservação Internacional (CI-Brasil), Fernando Ribeiro, o treinamento também foi um momento de integração entre as comunidades para consolidar a Rede Coletora. “É preciso manter esse grupo mobilizado e interessado na continuidade da coleta”, complementa.</p>
<p>É o caso do pequeno agricultor Firmino Silva Rocha, morador da Vila II do Assentamento Rio de Ondas, que apóia a Rede Coletora de Sementes, principalmente por saber que essas sementes estão sendo utilizadas para proteger o Cerrado. “Embora seja uma forma de aumentar renda, é importante participar de um projeto que vai ajudar o nosso meio ambiente”, afirma.</p>
<p>Rosa Maria Schwanke, que coordena as atividades de artesanato na Vila II do Assentamento Rio de Ondas, está bastante entusiasmada com a iniciativa da Rede, que propicia aos moradores estabelecerem uma nova relação com o Cerrado local. “Agora eles começam a se preocupar mais com a mata. Ao invés de cortar as árvores, eles sabem que precisam daquelas sementes para gerar uma renda extra e vão até mesmo proteger a mata nativa contra o fogo”, afirma.</p>
<p>Na opinião da secretária de meio ambiente de Luis Eduardo Magalhães, Fernanda Aguiar, esta mudança de comportamento mostra a força da Rede Coletora de Sementes, que conseguiu unir a gestão econômica e ecológica. “Essas ações são mais rápidas e duradouras e as pessoas passam a ver o meio ambiente como uma renda extra e a protegê-lo”. Até o momento os coletores já foram remunerados em duas oportunidades, sedo a verba financiada pelo Fundo Municipal de Meio Ambiente de Luis Eduardo Magalhães.</p>
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		<title>Entrevista: D. Minininha, moradora de Angico e participante da rede social local</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 14:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ediva Alves Bastos, mais conhecida como D. Minininha, tem 68 anos, nasceu, sempre morou e constitui uma família de quatorze filhos no povoado de Angico dos Dias. Ela sempre participou das iniciativas do ILG na região, e hoje, integra a &#8230; <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=854">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ediva Alves Bastos, mais conhecida como D. Minininha, tem 68 anos, nasceu, sempre morou e constitui uma família de quatorze filhos no povoado de Angico dos Dias. Ela sempre participou das iniciativas do ILG na região, e hoje, integra a Rede Social de Angico, Peixe e Região. Em 2009, quando o ILG começou seus trabalhos na localidade, D. Minininha protagonizou um <a href="http://www.linagalvani.org.br/acervo/videos/pop_video_angico.htm">vídeo</a> relatando os problemas que enfrentava em sua casa, pelo fato da rua não ser calçada. Hoje, ela fala sobre a conquista do calçamento, a importância do trabalho da Rede e faz um apelo aos jovens.</p>
<div id="attachment_855" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Angico-dos-Dias-fev_11-042-Small.jpg"><img class="size-medium wp-image-855" title="Angico dos Dias fev_11 042 (Small)" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Angico-dos-Dias-fev_11-042-Small-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">D. Minininha e o marido a caminho do uma roda de conversa com o ILG - fev/2011 </p></div>
<p><strong>Em sua opinião, qual é a importância da Rede Social para Angico?</strong><br />
É muito importante. Eu sempre digo assim: com a minha pouca sabedoria, se eu tivesse tido essas informações (referindo-se ao que aprende na Rede) há uns anos atrás, hoje eu me sentiria melhor porque estaria mais por dentro, tinha boa memória pra ter aprendido alguma coisa. Agora não, com a idade que eu tô não dá. Ainda bem que ainda tem pessoas novas, inteligentes por aqui, que podem resolver os problemas.</p>
<p><strong>Independente da idade, a senhora contribui muito com a Rede. Conte-nos como é a sua participação.</strong><br />
Eu participo! (fala com um sorriso) Eu participo mais pra ouvir os que entendem mais. Às vezes eu falo alguma coisa, dou uma opinião, como no calçamento mesmo, eu dei muita opinião. Eu falo porque tenho alguma experiência, né?</p>
<p><strong>Entre os projetos que a rede está trabalhando, em qual está envolvida? Por que escolheu participar deste projeto?</strong><br />
Os projetos dos cursos de capacitação e da internet. Eu escolhi não foi tanto por mim, mas pensando no bem-estar dos outros. O que eu não tive de oportunidade, eu desejo para os jovens de agora.</p>
<p><strong>Uma das melhorias que a ação da comunidade trouxe para o povoado foi o calçamento, como isso melhorou a vida da senhora?</strong><br />
Na época em que o ILG fez o vídeo (2009), me perguntaram como a gente se sentia de estar morando ali. Era muito buraco mesmo, era muito difícil. Quando a água vinha, ela vinha diretamente pra minha porta, eu pensava assim: “vou morrer, vou morrer afogada!”, tinha medo de dormir e não acordar por causa da água, era muita água! Também quando era na época da seca, entrava aquela poeira também toda pra dentro de minha casa, quando era de manhãzinha, eu podia escrever o que eu quisesse em cima da mesa, que dava pra ler. Aí, graças a Deus, apareceu o calçamento através de muita luta! Essa luta já era uma vontade antiga da população, que passou a ter força nas rodas de conversa com o ILG. As rodas foram crescendo, e foi melhorando. Hoje, a porta da minha casa está calçada. Agora não tenho mais a preocupação de morrer afogada! As meninas ficam até me aperreando, você foi dizer que ia morrer afogada, agora a chuva acabou, fez a oração errada! Agora Deus tem que nos abençoar para que a chuva venha, e quando ela vier, eu estou despreocupada, este problema não tenho mais.</p>
<p><strong>Deixe um recado para os moradores de Angico.</strong><br />
Eu sinto uma falta muito grande por algumas pessoas não procurarem participar da Rede. É uma coisa muito boa e as pessoas não estão procurando se informar. Eu estou com essa idade, mas sempre que os meninos avisam que tem reunião, eu participo porque é uma coisa de muito valor, muito boa. Então, eu deixo mesmo esse recado para o pessoal, principalmente para os jovens, que tem mais força de vontade: por que não participam?</p>
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		<title>Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 13:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Carlos Lopes Princípios para o funcionamento de uma rede Para que uma rede funcione plenamente, dentro da complexidade social em que vivemos, acreditamos que 4 princípios são essenciais: Democracia, Igualdade, Horizontalidade, Diversidade. Abaixo, alguns breves comentários sobre cada um &#8230; <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=849">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Carlos Lopes</p>
<p><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Artigo-Desenvolvimento-Local.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-850" title="Artigo - Desenvolvimento Local" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/Artigo-Desenvolvimento-Local.jpg" alt="" width="200" height="152" /></a></p>
<p><strong>Princípios para o funcionamento de uma rede</strong></p>
<p>Para que uma rede funcione plenamente, dentro da complexidade social em que vivemos, acreditamos que 4 princípios são essenciais: Democracia, Igualdade, Horizontalidade, Diversidade. Abaixo, alguns breves comentários sobre cada um deles.</p>
<p>· Democracia<br />
Uma rede só é possível dentro de um sistema democrático que possibilite a plena participação das pessoas. Não nos referimos à democracia entendida como a vontade da maioria, mas, antes, no seu sentido de participação plena nas decisões e debates e de respeito à diversidade presente no grupo.Nas redes nas quais ajudamos a fomentar, facilitado pelo número de participantes, evitamos que o grupo use o recurso do voto para decidir uma questão em debate. Isso porque o voto sempre traz consigo duas conseqüências inseparáveis: um vencedor e um perdedor e este segundo sempre buscará inverter sua posição. Temos adotado, por prática e principio, decidir as questões por consenso. Isso não implica que um grupo inteiro tenha que chegar a uma mesma conclusão, ou ter uma mesma opinião a respeito de um determinado ponto, mas que é possível, com base no diálogo (portanto na escuta ativa) chegar a um termo que possa ser aceito.</p>
<p>· Igualdade<br />
Significa que as pessoas e suas opiniões tem peso igual. Importante salientar que se trata da igualdade dentro da diversidade e levando em conta as competências pessoais. Isso não significa que as pessoas devam ser iguais ou se igualar, pelo contrário, devem manter sua identidade (não pode haver a despesonalização).</p>
<p>· Horizontalidade<br />
Por princípio, uma rede deve ser horizontal. Ser vertical (pirâmide) é seu oposto. Esse valor ajuda a embutir no grupo o censo de ser responsável pelo que faz, já que não deve existir quem manda ou quem obedece.</p>
<p>· Diversidade<br />
Implica a aceitação e convivência com os opostos.Se os demais princípios são garantidos, fica mais fácil a aceitação da diversidade. A diversidade é tão fundamental numa rede que a faz ser mais produtiva e ter ações muito mais condizentes com a realidade. Para que possa existir num grupo, é preciso estar presente um elemento que conecte todo o grupo, por exemplo, pertencer a uma mesma comunidade. Não importa as diferenças políticas, ideológicas ou de crença pois o motivo da conexão será maior que essas diferenças.</p>
<p><strong>Funcionamento e composição da rede</strong></p>
<p>A forma de conceber este tipo de rede social esta pautado além das características acima, em alguns parâmetros que se adaptam de grupo para grupo.</p>
<p>Normalmente os encontros acontecem de forma presencial e a maioria acontece uma vez por mês. Denominamos esses encontros de Fóruns, pois são momentos de debate e deliberação.</p>
<p>Quando um determinado tema ou projeto conecta (ou interessa) 2 ou mais elementos de uma rede e não a rede como um todo, estimulamos a formação de sub-grupos que, em outro espaço de tempo, irão discutir e deliberar sobre aquele assunto. Os resultados que se vai obtendo nesses subgrupos (que denominamos de comissões) são levados para os fóruns para compartilhamento com os demais e não necessariamente para aprovação de todo o grupo. Isso se dá, pois, o aspecto específico em debate pelo subgrupo, pode interessar apenas àquele sub grupo.</p>
<p>Existem outras comissões que se formam, por deliberação do Fórum, que são de interesse de todo a rede. Neste caso, também uma comissão pode ser formada, só que, diferente do caso anterior, o resultado desse sub grupo é levado para decisão na plenária (por exemplo, uma comissão que irá discutir sobre as formas de divulgação dos trabalhos da rede).</p>
<p>Nesse movimento, uma rede pode ter tantos projetos e comissões quanto puder abarcar. Evitamos a estratégia de formar comissões para contemplar todos os membros de uma rede. Se determinado elemento do grupo não deseja ou não pode participar de alguma comissão, nada o impede de continuar a participar da rede.</p>
<p>A rede social é um organismo aberto. Conceitualmente, sua composição pode se dar por pessoas ou por organizações, e em nossa prática temos considerado as pessoas como representantes de organizações. Fundamentalmente, temos focado e incentivado a participação de organizações do terceiro setor, porem, sendo um organismo aberto, são bem vindas organizações governamentais e da iniciativa privada. O termo “organização” não se limita ao seu sentido formal (condição jurídica específica), mas principalmente funcional. Assim, um grupo de pessoas que atua, por exemplo, na manutenção de um parque, pode participar da rede social por meio de um representante.</p>
<p>O sentido de organismo aberto, também se aplica quanto à participação, que é outro aspecto fundamental do funcionamento: a participação é livre. Assim sendo, um membro não está obrigado a participar contra a sua vontade, mas deve fazê-lo, enquanto essa participação estiver sendo proveitosa para sua organização.</p>
<p>Leia o artigo na íntegra, <a href="http://carloslopes1.blogspot.com.br/2008/09/desenvolvimento-local-um-processo.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Entrevista &#8211; Resgate Cultural em Angico dos Dias</title>
		<link>http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=842</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 18:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Lina Galvani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevista com Rosa Maria Rocha, professora e moradora de Angico e participante da Rede Social da região, sobre o projeto que pretende pesquisar e divulgar a história e a cultura locais.  <a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/?p=842">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rosa Maria Ribeiro da Mata Rocha tem 34 anos, nasceu e sempre morou em Angico dos Dias e há 15 anos é professora da Escola Municipal do povoado. Ela faz parte da Rede Social de Angico, Peixe e Região, está envolvida no projeto que pretende fazer um resgate histórico-cultural do lugar e na entrevista abaixo, fala um pouco melhor desta iniciativa.</p>
<div id="attachment_844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/SAM_1689.jpg"><img class="size-medium wp-image-844" title="SAM_1689" src="http://www.linagalvani.org.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/SAM_1689-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Reunião do grupo do projeto de Resgate Cultural - nov/2011</p></div>
<p><strong>Por que se interessou em ser membro da Rede de Angico Peixe e Região?</strong><br />
Até então, não tinha isso de nós nos reunirmos, discutirmos nossos problemas. Aí surgiu essa chance da gente se reunir para discutir problemas e apresentar projetos, e eu me interessei. Estou gostando de participar da rede!</p>
<p><strong>Como você enxerga a importância da Rede para Angico?</strong><br />
É importante porque acho que através dela, destes encontros, a gente pode fazer grandes melhorias pra nossa comunidade. Hoje em dia, é através de projetos que conseguimos as coisas. Eu vejo um grande futuro, grandes conquistas através da rede.</p>
<p><strong>O que é o projeto de Resgate Cultural?</strong><br />
É um projeto em que estamos levantando a história, a cultura e os costumes do lugar.</p>
<p><strong>O que já foi feito e o que ainda pretendem fazer?</strong><br />
A gente vem trabalhando neste projeto desde o ano passado, já colhemos os dados.  Foi um projeto desenvolvido na escola e nós envolvemos 4 turmas de alunos. Essas turmas se dividiram em grupos, foram nas casas das pessoas, entrevistaram, trouxeram fotos antigas. Foi bem interessante porque eles se interessaram e participaram desta pesquisa. Tudo que eles recolheram foi avaliado na escola e guardamos cópias destes registros. Temos algumas histórias de moradores mais velhos, de onde vieram, o que faziam na época, a cultura, o que faziam de lazer, tudo. Já temos tudo em mãos para colocarmos num livro, que é o que queremos fazer agora.</p>
<p><strong>Como tem sido a experiência de escrever um projeto para a Lei Rouanet?</strong><br />
É uma coisa nova, estamos correndo atrás pra conseguir nosso objetivo. A gente não tinha feito nada parecido ainda, por isso que é novo. E a gente espera conseguir.</p>
<p><strong>O que te motiva a realizar este trabalho?</strong><br />
É poder transmitir o conhecimento e as informações às pessoas da nossa comunidade. Porque muita gente não sabe quem foram os primeiros moradores, de onde eles vieram, as crianças não conhecem certos costumes de antigamente. Estamos tentando resgatar isso para a comunidade.</p>
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