
SERvindo e construindo alianças
(08/03/2010)
Dando continuidade a nova fase do SERvindo, que tem como objetivo fomentar o empreendedorismo na região, com a criação de um Negócio Social em formato de restaurante, um grupo de ex-alunos do projeto está trabalhando com o apoio especial de empresas e instituições parceiras, como a Suguimoto Associados, assessoria operacional focada em food service e a Aliança Empreendedora.
Abaixo segue um bate papo com a Tatiana Garcia, assessora de grupos da Aliança Empreendedora, que conta com funciona essa parceria.
Instituto Lina Galvani – Qual o trabalho da Aliança Empreendedora?
Tatiana Garcia – A missão da AE é unir forças e viabilizar acessos para que pessoas e comunidades de baixa renda possam ser empreendedoras, promovendo a inclusão e o desenvolvimento econômico e social. Assim, a AE trabalha disponibilizando informação e conhecimento, microcrédito e ajudando na comercialização de produtos gerados pela população de baixa renda, no intuito de aumentar suas chances de sucesso e conseqüentemente de inclusão.
ILG – Como foi a seleção do grupo empreendedor do SERvindo?
TG – Abrimos o processo de seleção de grupos produtivos, com isso a Geni Alves, uma das integrantes do programa SERvindo, que agora deve se chamar “Le Favelê”, entrou em contato, contando um pouco da história do projeto, dos participantes e do momento atual. Assim que fizemos o diagnóstico com a equipe vimos que tinham o perfil que procurávamos, pessoas com vontade de criar seu próprio negócio.
ILG – Quais atividades estão sendo desenvolvidas?
TG – Neste primeiro momento, iremos capacitá-los para fomentar o espírito empreendedor e para construírem o Plano de Negócios do “Le Favelê”, o restaurante social que está sendo criado. Depois, apresentarão esse Plano de Negócios para a Aliança e, sendo aprovados, poderão acessar a Impulso – um fundo de microcrédito.
Como o grupo também está recebendo uma consultoria com a Suguimoto Associados, iremos desenvolver o trabalho em conjunto, cada um com sua expertise, unindo forças e informações para aumentar as chances de sucesso do negócio.
Os participantes também poderão conhecer outras iniciativas e experiências nos “Encontros de Grupos” que realizamos a cada 3 meses com todos os apoiados pela AE no Estado. Nestes momentos, além da troca de experiências, também levamos informações e atividades que estimulem e proporcionem o desenvolvimento pessoal e da equipe para o empreendedorismo.
ILG – Qual o objetivo destas articulações e parcerias da Aliança Empreendedora?
TG – A idéia de buscar grupos de empreendedores de baixa renda e capacitá-los é a de aumentar as chances de inclusão dessa população e com isso a redução da pobreza. O que está fortemente ligado à missão e visão da Aliança.
ILG – Quais outros grupos têm este apoio?
TG – A AE atua com equipe própria em Curitiba-PR, São Paulo-SP e Recife-PE, mas trabalha também com organizações que utilizam a metodologia. Com isso, são 29 comunidades em 20 municípios, 113 microempreendedores e grupos produtivos apoiados atualmente. Podemos citar alguns grupos como a Cooperativa de Catadores CoopZumbi (que agora é modelo para a Prefeitura de Curitiba na implantação de outros 25 parques de coleta e separação de materiais recicláveis), Associação de Empreendedores Zumbi dos Palmares (PR), Grupo Tramando Lã (Vale do Ribeira-PR), Curado Arte, Reciclarte, Arte da Terra (os 3 de Recife-PE), entre outros.
ILG – Qual a expectativa da Aliança em relação a este projeto?
TG – O Le Favelê está nos seus momentos iniciais e decisivos, em que definem exatamente o que e como será o negócio e cada integrante define, também, que função irá desempenhar. São todos empreendedores em busca de um sonho, na tentativa de se juntar e realizar um ainda maior. E estão conseguindo! Claro que existem desafios, mas tenho certeza que, querendo, eles chegam lá rapidinho!
Aliança Empreendedora
www.aliancaempreendedora.org.br