
Mas e os animais?
(21/02/2008)
Com início do ano letivo escolar, o Parque começa a receber as escolas da região em visitas monitoradas e dentre as perguntas realizadas pelos educandos e educadores já é previsível qual será a mais freqüente: ”Mas e os animais???”
Infelizmente, o fato de estarmos devidamente legalizados perante os órgãos ambientais, com os recintos prontos, ornamentados e adequados para as espécies, não significa que logo as receberemos. O caminho é longo, pois dependemos que outros criadouros ou zoológicos, também legalizados, tenham um representante da espécie solicitada excedente e que os responsáveis queiram ceder este animal para o criadouro do Parque poder formar o seu casal para a reprodução.
Em algumas instituições essas transações costumam se dar através de permuta: você solicita uma espécie e “dá em troca” alguma que tenha excedente. Como o criadouro é novo, não temos animais para “permutar” o que dificulta ainda mais este processo.
Ao contrário do que imaginávamos o mais difícil não está sendo conseguir parceiros para este projeto, mas as espécies: “Os animais da fauna brasileira são da Nação e não de propriedade das instituições. Tenho informação de um criadouro aqui da região que possui três machos de arara-azul-grande e que não abrem mão destes animais, a não ser que tenhamos duas fêmeas da mesma espécie para permutar por um macho.” relata Mariângela Pinho, veterinária responsável pelo Parque Fioravante Galvani.
Para formar nosso plantel* dependemos destes animais excedentes ou de animais apreendidos pelo IBAMA e encaminhados para os CETAS (Centro de Triagem de Animais Selvagens), que não serão devolvidos para natureza.
Um exemplo de que ainda é possível contar com o apoio de instituições realmente comprometidas com a conservação destas espécies é que em março buscaremos uma fêmea de lobo-guará no Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu, no interior de São Paulo.
Agradecemos o apoio e a confiança dos coordenadores dos Comitês de Manejo de Cervo-do-Pantanal e Lobo-Guará, prof. José Maurício Barbanti e a bióloga Cecília Pessuti respectivamente, além das empresas parceiras que acreditam e não poupam esforços para viabilização deste projeto!
* Grupo de animais reservados para reprodução