
Relato do Cerrado
(02/12/2008)
Eu Cerrado...Estou triste à chorar
Morrendo estou pela estupidez humana
Mil machados afiados, mil máquinas de cortar
Mil máquinas de inseticidas, mil máquinas de cavar
Fazem em meu corpo feridas difíceis de cicatrizar
Veja como estou: pálido cor de cinza. Eu cerrado...
Nem lágrimas mais tenho para chorar. Pare...
Ouça o meu grito. Sou obra da criação.
Estão me destruindo
Pela ganância, usura e ambição.
Por favor
Impeça essa chacina.
Eu cerrado sou uma criação divina
Por mim passam rios, animais e humanos
Não vê o quanto sou belo! Grite! Grite ao meu lado!
Um grito que acorde o mundo!
Sou o cerrado em perigo
Estou ferido e machucado.
Não me deixes assim
Me abrace e lute comigo.
Minha vida é a sua vida!
Me ajude a sobreviver.
Com este belo poema a estudante do 5º ano da Escola Municipal Ivo Hering Brena Medeiros Pires Santos, sob orientação da professora Cleujane da Silva Santos, sensibilizou todos os presentes no evento de culminância do III Projeto Renasce o Cerrado sobre os problemas que afligem este bioma.
Ao final, pais, estudantes, professores, coordenadores e convidados se envolveram no plantio de mudas de espécies nativas do cerrado. Foram plantadas 50 unidades no pátio da escola, 50 nas casas vizinhas e distribuídas outras 200 aos interessados em arborizar suas casas: “Foi maravilhoso o momento do plantio, a hora de por a “mão na massa” e fazer crescer frutos de uma vida melhor”, relatou a coordenadora Jucinéia Gonçalves.