15 de junho de 2026 Certificação orgânica de 19 unidades produtivas marca avanço da agroecologia em Irecê

O território de Irecê (BA) celebrou no dia 3 de junho a certificação orgânica participativa de 19 unidades produtivas atendidas pelo Programa de Desenvolvimento Territorial Agroecológico. A iniciativa é realizada pelo Instituto Lina Galvani (ILG), em parceria com a Gaia Social, o Núcleo Raízes do Sertão e a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Política Rural de Irecê. Entre os participantes está a Escola Municipal Quilombola Anísio Teixeira, que se torna a primeira escola quilombola do Brasil com certificação de produção orgânica.

Desenvolvido desde agosto de 2025, o programa atua em três frentes: formação para certificação orgânica, acompanhamento técnico nas unidades produtivas e articulação para acesso a mercados. Ao longo do processo, agricultores e agricultoras de cinco comunidades rurais: Itapicuru, Mocozeiro, Meia Hora, Lagoa Nova e Baixão do Zé Preto, sendo essas duas últimas comunidades quilombolas, receberam orientações voltadas à adoção de práticas agroecológicas, fortalecendo a produção sustentável, a geração de renda e a segurança alimentar no território.

Além de reconhecer o compromisso dos participantes com uma produção mais sustentável, a certificação representa um importante marco para Irecê. Segundo a secretária municipal de Agricultura e Pecuária, Juliany Mendes, “este é o maior número de agricultores familiares certificados como orgânicos mobilizados em uma única iniciativa, demonstrando que a agroecologia é um caminho viável para gerar renda, fortalecer a segurança alimentar e promover o desenvolvimento sustentável no campo. Mais importante do que a certificação em si é o fato de que esses agricultores já estão produzindo e acessando mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), garantindo renda para suas famílias e levando alimentos saudáveis para a população. A Secretaria de Agricultura tem orgulho de contribuir com esse processo e seguirá trabalhando para ampliar o número de produtores orgânicos em nosso município.”

Para Welson Alves Barbosa, coordenador de Investimento Social do Instituto Lina Galvani, a conquista também fortalece o protagonismo das comunidades quilombolas e valoriza os saberes tradicionais presentes no território. “Além dos agricultores certificados, temos a primeira escola quilombola do Brasil a conquistar a certificação orgânica, um resultado que reforça a importância dessas comunidades na preservação de conhecimentos tradicionais e na construção de caminhos sustentáveis para o desenvolvimento local”, destaca.

Em sintonia com as celebrações da Semana do Meio Ambiente, o evento reuniu representantes das secretarias municipais de Educação, Agricultura e Desenvolvimento Econômico, da Galvani, da comunidade quilombola de Lagoa Nova, da Escola Quilombola Anísio Teixeira, da SEPLAN, do CODETER, da Elecnor Brasil e das instituições parceiras. Mais do que uma cerimônia, o encontro simbolizou a valorização da agricultura familiar, a celebração das conquistas alcançadas pelos produtores e o fortalecimento da agroecologia como estratégia de desenvolvimento territorial para o semiárido baiano.

Compartilhar:

Vamos transformar juntos
Avenida Dra. Ruth Cardoso, 4777,
11º Andar / Villa-Lobos – São Paulo,
CEP: 05477-902