PFG recebe novo morador

Rubinho no PFG - mai/2012

No último sábado, dia 12 de maio, após 30 horas de viagem, chega ao Parque Fioravante Galvani, o seu mais novo morador: Rubinho, um exemplar da espécie Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), que deverá compor o plantel do PFG junto às fêmeas Radija e Estrela.

O animal é originário do Criadouro Onça Pintada, de Curitiba (PR). Para que o transporte acontecesse, primeiramente, foi necessário identificar se ele poderia geneticamente reproduzir com as fêmeas já existentes no Parque. Com essa confirmação, foi solicitada a licença de transporte junto ao IBAMA. 

Antes de ser encaminhado ao seu recinto, o novo morador passará por uma quarentena, onde fará alguns exames e ficará em observação. Também é um período de adaptações e de aproximação com as fêmeas.

Vale lembrar, que a fêmea Estrela é filha de Radija e foi o primeiro animal a nascer no Parque. Com a chegada de Rubinho, a expectativa é dar continuidade à reprodução da espécie. “Esperamos que o animal se adapte bem ao novo recinto e as novas parceiras e que, logo, tenhamos mais filhotinhos de cervo, um animal ameaçado de extinção”, complementa Lourdes Marina Pessoa, médica veterinária e responsável técnica do Criadouro do PFG.

A espécie cervo-do-pantanal do PFG é mantida com o apoio da empresa Brasitrans desde 2007, por meio da campanha Adote uma Espécie. Esta parceria acaba de ser renovada!
Saiba mais sobre a campanha e conheça nossos outros parceiros!

Rubinho - mai/2012

Curiosidades da espécie
O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul.
Apenas o macho possui galhada que, a cada ano, cai e cresce maior e mais cheia de detalhes. Este processo se repete até o envelhecimento, quando as galhadas começam a regredir em tamanho e qualidade. As galhadas servem para demarcação e disputa territorial e pelas fêmeas.

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Entrevista – Prefeito de Campo Alegre de Lourdes

Alessandro Dias Rodrigues é o atual Prefeito do município de Campo Alegre de Lourdes (BA), pertencente ao polígono da seca, onde está localizado o povoado de Angico dos Dias. Nesta entrevista, ele fala sobre iniciativas de fortalecimento da sociedade civil, como a formação de associações de moradores e de redes sociais, e a união de esforços entre os setores como forças motrizes para o desenvolvimento.

Prefeito durante a inauguração do calçamento em Angico - abr/2012

Como você enxerga o trabalho conjunto entre Prefeitura, empresas, organizações do 3º setor e comunidade?
As associações e as cooperativas são fundamentais para promover o desenvolvimento no mundo moderno. E aqui em Angico, a Prefeitura tem tentado, através dessa convergência entre a AMPARE, que representa o povoado, a empresa Galvani e o poder executivo, traçar táticas e tecer técnicas em harmonia para que a gente possa melhorar a vida do povo de Angico dos Dias. Existem vários projetos a serem feitos e eu não tenho a menor dúvida, que partindo do princípio de que as pessoas têm que ter essa visão de se associar para o bem, o resultado será a melhoria da qualidade de vida de todos dessa região.

Como a Prefeitura pode contribuir para a viabilização dos projetos propostos pela comunidade por meio da Rede Social?
A Prefeitura partilha desse tipo de gestão, que envolve o terceiro setor. É importante porque desperta no cidadão a sua potencialidade, e ele passa a não ficar só esperando que o poder executivo, que a empresa vá resolver os seus problemas, desenvolve aquela concepção que com disposição, dialogando, conversando, não só ele pode interferir junto ao poder executivo e empresas, mas desenvolver processos legítimos que podem beneficiar a todos aqui da região.

Você acredita que movimentos como o da Rede Social e da Associação de Moradores de Angico possa inspirar outras comunidades de Campo Alegre e região? De que forma?
A AMPARE e a Rede Social têm sido um exemplo pra todo mundo aqui de Campo Alegre de Lourdes. Eu espero que outras regiões, já observando os frutos disso, possam, até fazer contato e vê-los como exemplo, para que isso possa ser disseminado a todos os povoados do município. Vemos isso com bons olhos, achamos necessário, a política moderna impõe isso e ficamos felizes por essa iniciativa vanguardista estar sendo iniciada aqui, no Angico dos Dias.

Reunião entre Prefeito, diretoria da Galvani e membros da Rede Social - abr/2012

Conquistas
Desde 2009, início dos trabalhos do ILG no povoado de Angico dos Dias, alguns frutos já foram colhidos pela comunidade. São eles:
- Criação da Associação de Moradores de Peixe, Angico e Região (AMPARE);
- Instalação de nova caixa d’água;
- Calçamento da principal via do povoado;
- Doação de trator através da CAR (Companhia de Desenvolvimento Ação Regional);
- Aprovação junto à CAR de projeto de instalação de 53 cisternas para captação de água de chuva;
- Capacitação de 25 moradores para o trabalho em rede, resultando na formação da Rede Social de Angico, Peixe e Região.

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Campanha de aproximação ILG-Galvani acontece em São Paulo

No dia 12 de abril, os funcionários da Galvani de São Paulo participaram de um encontro de aproximação com o Instituto.

Na ocasião, foram levantadas as principais preocupações das localidades onde residem (Campinas, São Paulo e cidades próximas), destacando-se a violência e a falta de segurança.

A campanha, que também já foi realizada em Paulínia e Angico dos Dias, tem como objetivo apresentar o trabalho do ILG e estreitar relações com este público, além de trazer uma reflexão sobre as possibilidades de atuação e a importância de cada pessoa, de forma individual ou coletiva, na transformação social.

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Articulação da comunidade traz melhoria à Angico dos Dias

No último dia 17, Angico dos Dias recebeu a visita do Prefeito do município e outras autoridades da região para entregarem a conclusão das obras de calçamento da principal via do povoado.

Autoridades e moradores na entrega do calçamento - abr/2012

A ideia deste trabalho surgiu em uma das Rodas de Conversa realizadas pelo Instituto Lina Galvani com a comunidade em 2009. A partir daí, os moradores de Angico, com o apoio do ILG e da AMPARE (Associação de Moradores de Peixe, Angico e Região) começaram a se articular para tornar o sonho possível. Como parceiros deste projeto, a comunidade contou com a Prefeitura de Campo Alegre de Lourdes e as empresas Galvani e Botinha Empreendimentos no fornecimento de materiais e mão de obra.

As obras contemplaram a pavimentação de dois quilômetros da via, com a colocação de paralelepípedos, além de um sistema de drenagem das águas pluviais, com a instalação de tubulações.

Via pavimentada após as obras - abr/2012

Com isso, a população espera resolver os problemas enfrentados com a lama, erosões e enchentes causadas pelas chuvas, e também amenizar a poeira nos tempos de seca.

Veja entrevista com D. Minininha, moradora de Angico e uma das beneficiadas com as obras.

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Coletores de sementes nativas recebem treinamento no oeste da Bahia

Cerca de 40 pessoas de comunidades rurais de Luis Eduardo Magalhães se reuniram no dia 28 de março no Parque Fioravante Galvani para aprender sobre técnicas de beneficiamento e armazenamento de sementes nativas do Cerrado. O treinamento foi dado para os integrantes da Rede Coletora de Sementes, fomentada pela Campanha LEM APP 100% Legal.

Membros da rede durante o curso - março/2012

O treinamento para os integrantes da Rede Coletora definiu regras para a entrada e saída de coletores e para os preços de sementes a serem pagos, que vão variar principalmente pelo tipo, disponibilidade no meio ambiente e pela demanda para o plantio das sementes. O grupo recebeu, durante o encontro, um material informativo para identificar, beneficiar e armazenar sementes de 56 espécies do Cerrado, principalmente as mais resistentes e fáceis de serem encontradas na natureza.

As sementes serão destinadas à restauração de Áreas de Preservação Permanente com plantio mecanizado, utilizando-se a técnica de muvuca, que consiste na mistura de sementes nativas e sementes agrícolas, plantadas por maquinário agrícola. A técnica reduz os custos da restauração, se comparados ao plantio manual de mudas, e demanda cerca de 300 mil sementes por hectare.  Poderão ter suas áreas restauradas os proprietários rurais que aderirem e se cadastrarem na Campanha LEM APP 100% Legal.

Segundo o coordenador de socioeconomia da Conservação Internacional (CI-Brasil), Fernando Ribeiro, o treinamento também foi um momento de integração entre as comunidades para consolidar a Rede Coletora. “É preciso manter esse grupo mobilizado e interessado na continuidade da coleta”, complementa.

É o caso do pequeno agricultor Firmino Silva Rocha, morador da Vila II do Assentamento Rio de Ondas, que apóia a Rede Coletora de Sementes, principalmente por saber que essas sementes estão sendo utilizadas para proteger o Cerrado. “Embora seja uma forma de aumentar renda, é importante participar de um projeto que vai ajudar o nosso meio ambiente”, afirma.

Rosa Maria Schwanke, que coordena as atividades de artesanato na Vila II do Assentamento Rio de Ondas, está bastante entusiasmada com a iniciativa da Rede, que propicia aos moradores estabelecerem uma nova relação com o Cerrado local. “Agora eles começam a se preocupar mais com a mata. Ao invés de cortar as árvores, eles sabem que precisam daquelas sementes para gerar uma renda extra e vão até mesmo proteger a mata nativa contra o fogo”, afirma.

Na opinião da secretária de meio ambiente de Luis Eduardo Magalhães, Fernanda Aguiar, esta mudança de comportamento mostra a força da Rede Coletora de Sementes, que conseguiu unir a gestão econômica e ecológica. “Essas ações são mais rápidas e duradouras e as pessoas passam a ver o meio ambiente como uma renda extra e a protegê-lo”. Até o momento os coletores já foram remunerados em duas oportunidades, sedo a verba financiada pelo Fundo Municipal de Meio Ambiente de Luis Eduardo Magalhães.

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Entrevista: D. Minininha, moradora de Angico e participante da rede social local

Ediva Alves Bastos, mais conhecida como D. Minininha, tem 68 anos, nasceu, sempre morou e constitui uma família de quatorze filhos no povoado de Angico dos Dias. Ela sempre participou das iniciativas do ILG na região, e hoje, integra a Rede Social de Angico, Peixe e Região. Em 2009, quando o ILG começou seus trabalhos na localidade, D. Minininha protagonizou um vídeo relatando os problemas que enfrentava em sua casa, pelo fato da rua não ser calçada. Hoje, ela fala sobre a conquista do calçamento, a importância do trabalho da Rede e faz um apelo aos jovens.

D. Minininha e o marido a caminho do uma roda de conversa com o ILG - fev/2011

Em sua opinião, qual é a importância da Rede Social para Angico?
É muito importante. Eu sempre digo assim: com a minha pouca sabedoria, se eu tivesse tido essas informações (referindo-se ao que aprende na Rede) há uns anos atrás, hoje eu me sentiria melhor porque estaria mais por dentro, tinha boa memória pra ter aprendido alguma coisa. Agora não, com a idade que eu tô não dá. Ainda bem que ainda tem pessoas novas, inteligentes por aqui, que podem resolver os problemas.

Independente da idade, a senhora contribui muito com a Rede. Conte-nos como é a sua participação.
Eu participo! (fala com um sorriso) Eu participo mais pra ouvir os que entendem mais. Às vezes eu falo alguma coisa, dou uma opinião, como no calçamento mesmo, eu dei muita opinião. Eu falo porque tenho alguma experiência, né?

Entre os projetos que a rede está trabalhando, em qual está envolvida? Por que escolheu participar deste projeto?
Os projetos dos cursos de capacitação e da internet. Eu escolhi não foi tanto por mim, mas pensando no bem-estar dos outros. O que eu não tive de oportunidade, eu desejo para os jovens de agora.

Uma das melhorias que a ação da comunidade trouxe para o povoado foi o calçamento, como isso melhorou a vida da senhora?
Na época em que o ILG fez o vídeo (2009), me perguntaram como a gente se sentia de estar morando ali. Era muito buraco mesmo, era muito difícil. Quando a água vinha, ela vinha diretamente pra minha porta, eu pensava assim: “vou morrer, vou morrer afogada!”, tinha medo de dormir e não acordar por causa da água, era muita água! Também quando era na época da seca, entrava aquela poeira também toda pra dentro de minha casa, quando era de manhãzinha, eu podia escrever o que eu quisesse em cima da mesa, que dava pra ler. Aí, graças a Deus, apareceu o calçamento através de muita luta! Essa luta já era uma vontade antiga da população, que passou a ter força nas rodas de conversa com o ILG. As rodas foram crescendo, e foi melhorando. Hoje, a porta da minha casa está calçada. Agora não tenho mais a preocupação de morrer afogada! As meninas ficam até me aperreando, você foi dizer que ia morrer afogada, agora a chuva acabou, fez a oração errada! Agora Deus tem que nos abençoar para que a chuva venha, e quando ela vier, eu estou despreocupada, este problema não tenho mais.

Deixe um recado para os moradores de Angico.
Eu sinto uma falta muito grande por algumas pessoas não procurarem participar da Rede. É uma coisa muito boa e as pessoas não estão procurando se informar. Eu estou com essa idade, mas sempre que os meninos avisam que tem reunião, eu participo porque é uma coisa de muito valor, muito boa. Então, eu deixo mesmo esse recado para o pessoal, principalmente para os jovens, que tem mais força de vontade: por que não participam?

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